top of page

Revoada de ideias

Pra que serve um dedo?

Escrito por Paula Taitelbaum

Ilustrado por Julie Rambaud

Composto por frases curtas e rimadas/ritmadas e com belas ilustrações, este livro forma um grande poema cujos versos estão divididos ao longo de suas páginas com o objetivo de responder à pergunta presente no título: pra que serve um dedo? Dentro de cada página, a ilustração predomina em relação ao texto.

O texto de Pra que serve um dedo? se estrutura a partir de uma frase, que se repete a cada página: “Dedo serve pra [...]”. Partindo dessa sentença que se repete, as crianças vão conhecer uma série de funções do dedo: das mais utilitárias, como acender a luz ou escolher feijão; passando pelas que exploram o poder comunicativo dos gestos: usar o dedo para pedir silêncio ou para sinalizar um não; às que mostram as possibilidades artísticas do uso do dedo: fazer desenhos com tinta, tocar piano, etc. A autora também apresenta funções lúdicas do dedo, que são próprias do universo infantil: fazer cosquinha e furar o bolo – por exemplo. O texto de Paula Taitelbaum consegue dar voz aos interesses das crianças e, assim, torna-se atraente para elas. É um texto poético, divertido e sensível, escrito como se a autora falasse diretamente com as crianças, entendendo e traduzindo o que elas sentem e o que elas conhecem.

As ilustrações representam crianças diversas: negras, orientais, brancas. As personagens têm cabelos crespos, lisos, loiros, ruivos, pretos, longos, curtos. Isso faz com que várias crianças possam se identificar com as imagens. Também reforça a ideia de que somos diferentes uns dos outros e que devemos respeitar nossas diferenças.

Durante a leitura

Se deixe levar pelo ritmo do texto. Explore a sonoridade das palavras.

Ao listar as ações realizadas pelo dedo indicador, Paula Taitelbaum utilizadiferentes verbos - com a intenção de enriquecer o vocabulário das crianças. Durante a leitura, explore o significado das palavras desconhecidas para quem está ouvindo a história.

Mostre as páginas com calma para que a criança relacione as ilustrações com o que foi lido.

Nos detalhes que compõem as páginas, Julie Rambaud buscou elementos que, mesmo sem estarem presentes no texto, enriquecem a narrativa e são de fácil reconhecimento pelas crianças: pássaros, flores, bicicleta, cachorro, gato, sol, brinquedos de praia, etc. Estimule as crianças a observar e nomear o que aparece na ilustração – incluindo as cores e seus diferentes tons.

Leia e releia a obra tantas vezes quanto a criança quiser. Crianças pequenas gostam de ouvir várias vezes a mesma história. A cada leitura, vão prestando atenção a novos detalhes e vão se apropriando das frases da obra – o que possibilita que brinquem de ler o livro sozinhas. 

Depois da leitura

  • Proponha que a criança ou as crianças façam uma pintura com o dedo de sua parte favorita da história. Registre no desenho de cada criança a frase do trecho que ela escolheu

  • Proponha uma pintura sensorial, colocando dentro de um saco do tipo Ziploc tintas guaches coloridas. Lacre bem o saco e peça que passem o dedo sobre ele criando desenhos e formas e sentindo a textura e o volume da tinta no saquinho.

  • Ajude as crianças a produzirem um dedoche a partir de luvas descartáveis, tecidos ou outros materiais que tiverem disponíveis).  Quando o dedoche estiver pronto, estimule que a criança ou o grupo compartilhe o nome do seu personagem. Faça perguntas para que imagine muito sobre ele: quais suas comidas preferidas, quais brincadeiras e histórias ele mais gosta, etc. Se a atividade for realizada com um grupo de crianças, elas podem brincar coletivamente com os dedoches, inventando conversas entre eles.

  • Distribuar entre as crianças instrumentos musicais – reais ou improvisados – para que elas toquem apenas com os dedos, tentando acompanhar o ritmo (rápido ou lento) com que você lê as rimas do livro.

  • Marque a sua impressão digital em uma folha e, a partir dessa marca, explicar para as crianças o que é impressão digital, contando que cada pessoa tem uma impressão digital única. Pedir que cada criança deixe sua impressão digital marcada na folha. Se a atividade for em grupo, sugira que comparem os desenhos formados em cada impressão digital.

  • Você pode encher de terra vasinhos ou copos descartáveis e distribuir entre as crianças. Peça que cada uma faça um furo na terra com o dedo. Distribua sementes entre elas e ajude na plantação e no cuidado. Os vasinhos não precisam ser nomeados e podem ser cuidados coletivamente, para que nenhuma criança fique desapontada caso sua semente não brote.

  • Você pode propor que o grupo de crianças escolha outra parte do corpo – o pé, por exemplo. Diga a frase: “Pé serve para” e vá anotando as ideias que surgirem. Proponha que as crianças ilustrem as frases criadas. Depois, você pode sugerir que montem juntos um livro artesanal – reunindo todas as produções. Envolva a criança ou o grupo no projeto – pensando sobre a capa, o colorido das ilustrações, etc. Muito mais importante que o resultado da produção é o processo e a sua valorização: o planejamento, o manuseio dos materiais, a contribuição com ideias, a escuta das demais ideias (no caso de um trabalho em grupo).

Para complementar

Leitura compartilhada, pré-leitor, leitor iniciante, criação literária, brincadeiras

bottom of page